Uma cachoeira gigante bem pertinho de Londrina: Salto do Apucaraninha

Você mora no estado do Paraná? Perto de Londrina? Já ouviu falar sobre o Salto do Apucaraninha? Já conhece? Não? Gostaria de conhecer, mas tem um pouco de receio?

Se eu tivesse lido essas perguntas há uns dois meses atrás, teria respondido sim pra todas elas…hahá. Não conhecia o Salto do Apucaraninha que está localizado logo aqui do lado de Londrina e sim, eu tinha bastante receio em ir pra lá.

E se você assim como eu, respondeu sim para as perguntas, tem curiosidade e vontade de saber sobre esse Salto, continue lendo este texto. Pois, vou compartilhar como foi nossa experiência por lá, com todos os detalhes necessários para você decidir de vez, se quer ou não, ir espiar mais uma beleza da natureza, escondidinha aqui pelo Paraná.

Decidindo visitar o Salto do Apucaraninha

(vai ter historinha sim, mas se não quiser lê-la é só pular para o próximo tópico 😛 . Entretanto, se eu fosse você leria tudinho pois, contém informações importantes 🙂 ).

Desde de que me conheço por gente, ouço falar da existência desse Salto mas, em todas as vezes que pesquisei informações para ir pra lá, sempre via que era necessário pedir autorização da FUNAI para visitar o local. Isso porque o Salto fica dentro da reserva indígena Apucaraninha.

Achava que daria trabalho conseguir a tal autorização e não queria ir sem tê-la. Esse era o meu receio, chegar lá sem autorização e quem sabe não ser bem recebida pelos indígenas. Não queria confusão ou qualquer coisa parecida, por isso acabamos deixando de lado essa possibilidade de lugar para turistar.

Mas, nesse ano, um amigo que é professor da UEL, comentou que estava dando aula para uma moradora da reserva (uma indígena) e que ela havia dito não ser necessário pedir autorização para a FUNAI e que nós poderíamos ir visitar o salto.

Imagine os meus olhinhos brilhando de alegria. A possibilidade de ir à um lugar desconhecido é sempre animadora para mim. Mesmo que não tenha a mínima ideia do que vou encontrar quando chegar no local e mesmo que minhas expectativas não sejam das melhores.

Não posso negar, que neste caso, não esperava muita coisa do Salto do Apucaraninha.  Achava que seria um passeio meio sem graça mas, saí de lá encantada (tô mordendo a língua nesses meus pré-julgamentos, hein. O último post que publiquei falei a mesma coisa sobre o Recanto Pinhão… 😀 ).

Pegando a estrada em direção ao Salto. 

Em um sábado de sol do mês de maio de 2018 saímos de Londrina, por volta de 8 horas da manhã com a intenção de chegar na Reserva do Apucaraninha às 10 horas. A distância (80 km) não é tão longa, mas como teria um bom trecho de estrada de chão, achamos que a viagem levaria em torno de 2 horas.

Só que a nossa viagem durou 4 horas 😀 . Erramos feio o caminho. Fomos parar nem sei onde, antes de chegar ao Salto do Apucaraninha. No entanto, tivemos uma surpresa: o trajeto em que andamos era lindo!!

Estávamos perdidos, mas rodeados por uma paisagem com algumas montanhas e vales que nos encheram os olhos. Sendo assim, podemos dizer que foi o erro mais bonito da vida. Desconfio grandemente que enxergamos o Pico Agudo (e outras montanhas que ficam perto dele) de um outro ângulo.

Salto do Apucaraninha
Além da paisagem bonita, o caminho errado ainda nos levou até esse riacho (Rio Apucaraninha). Fomos obrigados a parar, já que o pneu do carro furou, justamente próximo à essa ponte. Aproveitamos o momento, claro! 🙂

Mesmo que o nosso erro tenha tido um lado positivo, não dá pra negar que errar o caminho é uma coisa muito chata. Portanto, para não acontecer o mesmo com você, fique de olho no próximo tópico deste post.

Onde fica o Salto do Apucaraninha?

Pra quem sai de Londrina, são aproximadamente 80 km de distância, sendo que desses, 21 km é estrada rural.

Não tem nenhuma placa indicando o Salto, o que nos dá a sensação de estarmos perdidos. Só por esse aspecto dá pra perceber que o acesso não é tão fácil. No entanto, acredito que seguindo essas instruções você chegará ao destino desejado:

  1. Pegue a saída de Londrina para a PR 445 e siga até o posto Bengala que fica no trevo de Lerroville (Km 27 da PR 445).
  2. No trevo, faça o contorno para entrar à esquerda, indo em direção à cidade de Lerroville.
  3. Siga até o centro da cidade, nesta mesma via (Rua Eloy Nogueira).
  4. Entre à direita na Rua Alivercino Marçal.
  5. Depois de duas quadras, vire à esquerda na Rua Bahia.
  6. Na próxima rua, dobre à direita (Av. Dr. Gustavo Avelino Correia).
  7. Continue nesta Avenida até o final. Logo ela se transformará em estrada de terra (13 km) e mais tarde em estrada de pedra (8 km). É só seguir em frente na estrada principal e você chegará ao Salto Apucaraninha.

Clique no mapa abaixo para ser redirecionado ao Google Maps, assim você consegue visualizar os detalhes do trajeto.

Dá pra chegar pelo Google Maps?

Para quem parte de outros destinos, o importante é seguir o caminho traçado no mapa indicado acima, a partir do posto Bengala até o Salto do Apucaraninha (seguir as instruções a partir do ponto 2).

É possível ir também por Tamarana, mas foi justamente aí que nós erramos. Parece que o caminho que os indígenas usam é esse trajeto de Tamarana. Eu sinceramente não entendi porque, sendo que, indo por Lerroville, o trajeto é mais curto e mais fácil (pelo menos foi o que nós achamos).

Contudo, o fator principal por termos nos equivocado, é que o trajeto traçado pelo Google maps, que vai por Tamarana estava levando ao destino final errado. E só fomos perceber isso, depois que já tínhamos andado bastante. Então, uma dica importante, se você for usar o GPS, é melhor não escolher a rota que vai por Tamarana.

A estrada está em boas condições?

Essa estrada que indiquei aqui não é das melhores mas, também não estava tão ruim. A maioria do trajeto é de terra…então, não espere o melhor. Faz uma poeira lascada, principalmente se você estiver com mais de um carro. Nós comemos muita poeira porque fomos em uma caravana de três carros, que no retorno para casa, estavam em situação de calamidade. As portas rangiam de tanta poeira que entrou nas dobradiças… 😀

Nosso carro é 1.0 e chegou até o salto sem grandes dificuldades. É bom dizer também que não somos do tipo de pessoa que tem dó de carro. Além, disso é importante ficar de olho na previsão do tempo. Se estiver marcando chuva, deixe o passeio pra outro dia, pois com certeza formará muita lama na estrada e você certamente ficará atolado (a não ser que seu carro seja 4×4).

Salto do Apucaraninha

O Salto tem em torno de 116 metros de queda d’água. É uma maravilha da natureza! Alto e imponente. A beleza não fica só por conta do salto em si mas, também da paisagem que podemos avistar no horizonte. O pequeno cânion, a vegetação, as rochas, os morros, o céu…tudo tão lindo e inspirador!

O local não conta com nenhum tipo de infraestrutura para receber turistas. Tem apenas um pequeno mirante em que é possível visualizar o salto por inteiro e toda a paisagem ao seu redor. E é super fácil de acessar, afinal o carro fica estacionado praticamente em frente a sua entrada. Ou seja, você não terá que fazer nenhuma trilha para chegar ao mirante.

Nós nos aventuramos em fazer mais do que ficar no mirante. Mas, fizemos isso porque estávamos junto com as indígenas moradoras da reserva, que nos levaram para a parte superior do Salto. Isso nos possibilitou contemplá-lo em outra perspectiva. Isso se deu por meio de uma pequena trilha que fica na margem esquerda do Salto.

Foi muito gostoso escolher uma pedra, sentar ao menos alguns instantes (quando você está em lugares desse tipo, com crianças, sentar alguns instantes é tudo o que te resta) e observar a beleza do lugar.

Não fomos até a base do salto, que aparentemente não tem uma trilha acessível e segura.

Dicas para não passar perrengue

Se você for visitar o Salto, saiba que ao chegar lá, não encontrará nem sequer água para comprar, muito menos um sanitário. Nada! O lugar mais próximo que você pode comprar alguma coisa é em Lerroville.

Na segunda vez que fomos pro Salto, o nosso grupo estava internacional. Foi chique!! 😛 . Meu amigo, Michael veio dos EUA matar a saudade de Londrina e trouxe sua namorada e amigos gringos com ele. Eles quiseram ir visitar o Salto. Como sabia que lá não tinha nada, planejei o máximo para não passarmos necessidades. E sugiro que você faça o mesmo:

Na ida para o salto, paramos no posto Bengala para ir ao banheiro. Além disso, fomos preparados com lanche e água. Ficamos lá no Salto do Apucaraninha em torno de 2 horas e meia. Ao retornarmos passamos no posto novamente para usar o banheiro.

Se não se programar, ou se for do tipo de pessoa que precisa de um sanitário com mais frequência, vai ter que apelar para o banheiro natural. Nesse caso, é bom ter no carro, um bom papel higiênico…quem nunca?? 😀 😀 :D.

Não é preciso pagar nada para visitar o Salto. E outro ponto positivo é que no trajeto de Londrina até Lerroville não tem pedágio.

Lembretes e Considerações

  • Leve repelente e protetor solar.
  • Preserve o local! Não deixe o seu lixo jogado por lá! Leve com você e descarte no local adequado (claro que por lá não tem lixeira). A natureza agradece! E a gente também, que quando retornar vai sempre ter um lugar lindo e limpo para apreciar.
  • Caso você queira conhecer o Salto Apucaraninha tome muito cuidado! Não faça extravagâncias! Se mantenha em segurança e a seus acompanhantes também. A gente gosta muito de fazer esse tipo de passeio, mas tomamos o máximo de cuidado, principalmente porque sempre estamos com crianças. Assim, todos voltam pra casa sem nenhum acidente e felizes pelo bom passeio.
  • Se você for com crianças, o cuidado deve ser redobrado. É possível ir, mas é bom ficar próximo o tempo todo.
  • Além de contemplação, não há mais nada para fazer por lá, nem ao menos dá para entrar na água.
  • Uma opção de lugar para comprar alguma coisa para comer, antes ou depois do passeio, é o restaurante Bengala que é ao lado do posto de mesmo nome e fica no trevo antes de entrar em Lerroville.
  • Sobre o quesito autorização: como mencionei no início do texto, nós não precisamos pedir autorização para a FUNAI quando fomos visitar o Salto. Porém, estávamos autorizados pelos próprios indígenas. Para evitar qualquer transtorno entre em contato com FUNAI e solicite autorização. O pessoal do blog Caminho Traçado relatou que quando foram visitar foi super fácil entrar em contato e ter uma resposta positiva. Se quiser ler o relato completo, clique aqui.

Contato com a FUNAI de Londrina: (43) 33293080

Aventuras pelo Paraná

Pra quem tem acompanhado nossas viagens pelo Paraná já deve ter percebido que nós amamos conhecer novos lugares e que não é preciso muita coisa para ficarmos satisfeitos e felizes (só uma bela cachoeira, cânions, aventuras … 😀 ).

Temos aprendido cada vez mais que a simplicidade da vida é o que a torna tão bela e feliz. Por isso seguimos compartilhando nossas aventuras, impressões e dicas do que temos visto e vivido.

A nossa intenção é inspirar você também a aproveitar e valorizar os lugares que temos em nosso estado, mesmo com todas as imperfeições em relação à estrutura turística que cada local apresenta.

Espero que tenha gostado de acompanhar mais uma aventura e que essas dicas, informações e histórias possam ser úteis para você.

Siga o blog e nossas redes sociais para receber todas as novidades. Fica de olho que em breve tem dica de um lugar pra fazer um Rafting sensacional em nosso estado.

Até a próxima!!

Keila Kubo

**Tudo o que relatamos aqui representa a nossa opinião e diz respeito ao que vimos e vivenciamos. Esperamos que você possa ter também ótimas experiências e saiba aproveitar as aventuras que encontrar por seu caminho.

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