Morretes: muito além do delicioso Barreado.

Morretes é uma pequena cidade histórica que fica no litoral paranaense e está a aproximadamente 60 quilômetros de Curitiba e 454 de Londrina. Para nós, que partimos de Cambé, é bem longe e eu sinceramente tenho preguiça de viajar essa distância para ficar apenas um fim de semana.

O legal, é que é caminho para as praias paranaense, entre elas as melhores praias, que a meu ver, são a Ilha do Mel e a Ilha de Superagui. Então, dá pra você passar por lá para almoçar, fazer alguma outra atividade, ou mesmo reservar uns dias e desfrutar do litoral de maneira diferente.

Na maioria das vezes que viajamos para o litoral, passávamos rapidamente por Morretes para no mínimo almoçar. Afinal, a cidade é linda, charmosa e tem uma comida deliciosa.  Mas, sempre ficava desejando passar mais tempo e conhecê-la melhor. Depois de muito desejar, finalmente conseguimos conhecer outros atrativos que me deixaram ainda mais apaixonada pela cidade.

As opções vão muito além de comer o delicioso Barreado, o prato típico do litoral paranaense.

Então, corre ler este post para programar a sua viagem e aproveitar tudo de melhor que tem por lá. Aqui você vai encontrar dicas do que fazer, onde comer e dormir na cidade.

O que fazer em Morretes:

1) Visitar o centro histórico de Morretes

Como disse no início do post, Morretes é uma das cidades históricas do Paraná e você pode perceber isso nitidamente nas antigas construções que ficam no centro. Antes de chegar a ser considerada cidade em 1869, o lugar era uma pequena vila que começou a ser habitada entre os anos de 1730 e 1740.

Morretes
Em uma das rua do Centro histórico de Morretes – Foto: Marcio Kubo

Atualmente as antigas casas fazem parte do comércio da cidade. A maioria virou restaurante e tem como prato principal o Barreado. Outras edificações vendem artesanatos e produtos da região.

Lojas_Morretes

Aos fins de semana e feriados, acontece uma feira onde os produtores regionais vendem balas de banana, chips, cachaças, licores entre outras delícias preparadas artesanalmente.

Feirinha dos fins de semana e feriados – Foto: Marcio Kubo

A cidade é um charme, mas também conhecida por ser bem quente, principalmente no verão. Por isso, se for visitá-la prepare-se para o calor. No inverno o clima é mais ameno, ideal para ótimas caminhadas por suas ruazinhas.

Aos fins de semana, o centro histórico fica bem lotado, principalmente no horário do almoço. Mas, normalmente a cidade é bem tranquila e só consegue perceber isso quem fica mais tempo por lá.

Rio Nhundiaquara que corta a cidade e compõe o belo visual de Morretes – Foto: Marcio Kubo

2) Uma aventura no Parque Estadual do Pico Marumbi

Fora da área urbana da cidade há diversas opções de passeios e aventuras. E muitas vezes nem notamos isso. O Parque Estadual do Pico Marumbi é um dos incríveis lugares para quem curte aventura raiz. Está localizado na Serra do Mar paranaense que faz parte da maior faixa continua de preservação da Mata Atlântica do Brasil. É Espetacular!!

Um pedacinho do maravilho Conjunto Marumbi – Foto: Marcio Kubo

No parque é possível visitar cachoeiras ou subir em um dos picos do Conjunto Marumbi.  Nós fizemos uma das trilhas que dá acesso a um dos nove cumes, existentes. Claro que nossa aventura foi pela menor montanha, afinal estávamos com uma criança de 6 anos.

O maior pico é o Monte Olimpo com 1539 metros de altitude. É considerado o pico com maior nível de dificuldade das montanhas encontradas na Serra do Mar paranaense. Nós subimos o Morro Rochedinho, que tem apenas 625 metros de altitude, mas já foi uma super aventura.

O trajeto é cheio de belezas e curiosidades – Foto: Marcio Kubo

Foi incrível caminhar cercados pela belíssima Mata Atlântica do litoral paranaense.  Esse lugar exerce um poder de encantamento sobre mim. Não é a toa que cada vez que viajo para a região, quero continuar voltando para conhecer e viver novas experiências. Nem consigo explicar a sensação que tive ao estar fazendo uma trilha em um lugar tão maravilhoso como aquele.

Contando a ida e volta, caminhamos 12 quilômetros no total. Foi a trilha mais cumprida que fizemos até agora com nosso filho. Um desafio e tanto, ainda mais estando com uma criança. Sem contar que 6 quilômetros foram de subida. Dá para imaginar a canseira que sentimos ao finalizar o trajeto, né? Mas, mesmo tendo sido super cansativo, valeu demais a pena e eu adoraria subir naquele cume novamente.

O início e término da nossa caminhada foi no posto do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) Prainhas, onde começa o Caminho do Itupava. Se preferir, é possível ir de carro até a Estação Engenheiro Lange. Com isso, é preciso caminhar apenas quatro quilômetros no total.

Trecho da Ferrovia Paranaguá – Foto: Marcio Kubo

Em boa parte do trajeto, a caminhada é feita em calçamento de pedras. Apenas a partir da Estação Marumbi é que a trilha é natural (um quilômetro até o cume do Morro Rochedinho). Essa é a parte mais complicadinha do trajeto.

Contratamos uma empresa de ecoturismo para fazer essa trilha, a Calango Expedições. No valor que pagamos, estava incluído o transporte até o posto do IAP, o serviço de guia e o seguro aventura (se quiséssemos, eles nos levariam até a Estação Engenheiro Lange, isso é só questão de combinar).  Apesar de não ser obrigatório contratar um guia para fazer qualquer trilha no Parque Estadual do Pico Marumbi, eu jamais faria sem estar com um.

Aréa de Camping da Parque Estadual do Pico Marumbi visto de cima do Rochedinho – Foto: Marcio Kubo

Faz um bom tempo que não arrisco a fazer trilhas em lugares desconhecidos sem estar com alguém que conhece bem o local, inclusive falei sobre isso no texto “Como continuar fazendo aventuras mesmo depois de ter filhos”. As vezes vejo notícias de pessoas que se perdem durante o trajeto em lugares semelhantes a esse. Para quem nunca foi para o parque, acredito que seja fácil se perder, afinal são nove cumes e muitas trilhas, inclusive algumas se cruzam com outras. É fácil confundir, ainda mais quando se é inexperiente.

Ao chegar no Posto do IAP da Estação Marumbi, é preciso fazer um cadastro antes de iniciar uma trilha para qualquer um dos nove cumes do Conjunto Marumbi. No retorno à Estação é preciso dar baixa em seu nome. Essa é uma medida de segurança do parque. Na estação tem sanitários e espaço para camping.

Um dos momentos mais tensos para mim foi andar tão perto do desfiladeiro – Foto: Marcio Kubo

Adorei fazer a trilha para o Morro do Rochedinho, apesar de ter sentido medo quando nos aproximamos do cume. Em determinado ponto é necessário andar bem próximo ao precipício e eu tenho medo de altura. Foi preciso ter muita calma para chegar até o destino final. Não sei se teria tido coragem de ir se soubesse desse trecho mais tenso. Agora que já fui, que já superei o medo, iria novamente.

Mesmo sendo o menor morro, a paisagem no Rochedinho é espetacular – Foto: guia

Se for encarar alguma trilha no Parque Estadual do Pico Marumbi, lembre-se de levar água, lanche, usar protetor solar e repelente. É bom pesquisar bem sobre o nível de dificuldade da trilha que está pensando em fazer. A maioria das trilhas são muito difíceis e pessoas sem experiência em trilha ou sem preparo físico vão passar perrengue.  Pesquise e procure um profissional para te orientar.

Ahh um detalhe importantíssimo: se consumir alguma coisa durante a trilha, carregue seu lixo com você e descarte em locais adequados. Uma das coisas mais tristes ao fazer uma trilha é ver o lixo jogado em qualquer pelo caminho. É muito legal, poder fazer uma trilha  em um lugar tão preservado, mas mais legal ainda é ver esse lugar livre da sujeira humana.

3) Visitar o Ekoa Park

Outro lugar que achei sensacional e merece muito ser visitado é o Ekoa Park. Eu simplesmente adorei! O lugar é muito bem cuidado e também está localizado na Mata Atlântica com uma área de 238 hectares.

Tem diversas trilhas, que podem ser consideradas fáceis, apesar de serem em solo natural. As trilhas são contemplativas e educativas. O mais maravilhoso de tudo é justamente a mata, que tem uma beleza sem igual. Sem exageros, é um dos poucos lugares que andei pelo Paraná que possui  uma mata tão viva, tão linda, tão úmida e com ar tão puro. Fiquei impressionada e apaixonada!

Em uma das trilhas no Ekoa Park – Foto: Marcio Kubo

Para quem tem vontade de conhecer bem de pertinho uma área de preservação da Mata Atlântica, mas não tem coragem de se enfiar em um local mais selvagem, este parque é uma ótima opção. Tem uma infraestrutura excelente para os turistas. Tudo é muito lindo e caprichado.

Encantados com as obras na Alameda das Artes – Foto: Marcio Kubo.

Ao andar pelo parque, podemos observar diversas obras de arte criadas a partir da natureza que estão localizadas na Alameda das Artes. São lindas e rendem belas fotos!

Árvore da vida, uma das obras de arte do Ekoa Park – Foto: Marcio Kubo.

Durante a visita, somos inspirados a valorizar uns dos mais importantes bens que temos no planeta: as árvores. Essa valorização pode ser percebida desde o início do passeio pelo parque, quando somos levados a viajar no tempo com projeções feitas em um telão de 180º, depois enquanto andamos pelas trilhas educativas, e por fim quando chegamos até o espaço Têkoa, onde pudemos aprender na teoria e na prática como ter uma vida sustentável .

No parque também é possível fazer algumas atividades de aventura como tirolesa, arvorismo e voo cativo de balão. Nós fizemos a tirolesa e o arvorismo que são pagos à parte do valor do ingresso. Esta foi a primeira vez que o Léo praticou esse tipo de atividade. Ele adorou!

Tirolesa de 160 metros de extensão – Foto: Marcio Kubo

Por lá, também tem um restaurante, que serve uma ótima comida e funciona no sistema de self service  por quilo. O preço não é dos melhores, mas pela infraestrutura e qualidade da comida valeu super a pena. Pelo que conversei com os funcionários, além dos diversos pratos que variam a cada dia, eles sempre servem Barreado.

Restaurante do Ekoa Park – Foto: Marcio Kubo

No parque também tem playground, um espaço para descanso e um redário entre as árvores. Achei maravilhoso ficar na rede enquanto o Léo brincava um pouquinho.

Redário entre as árvores, próximo ao parquinho e com um cenário maravilhoso – Foto: Marcio Kubo.

O parque abre para o público em geral apenas nos fins de semanas e feriados. Durante a semana eles recebem grupos de empresas, escolas, etc.

O ingresso vale para um dia. Eu recomendo que você reserve o dia todo para ficar por lá. No nosso caso, um dia não foi suficiente, pois não conseguimos fazer a trilha das aves, onde é possível fazer observação de pássaros a 15 metros de alturas. Mas, acho que isso aconteceu porque paramos muito para tirar diversas fotos e produzir um conteúdo bem legal para você.

4) Tomar banho no Rio Nhundiaquara

Em todas as vezes que fui para Morretes, ficava morrendo de vontade de entrar no rio Nhundiaquara a aproveitar suas belas águas transparentes. Finalmente depois de alguns anos passando pela cidade tivemos essa oportunidade.

Apenas tenho um pouco de receio, pois todo verão escuto falar das enxurradas que acontecem na região.  A cidade fica no pé da Serra do Mar e quando chove lá em cima, o rio acaba subindo, mesmo que não tenha chovido em Morretes.

Durante um almoço conversamos com um dos garçons do restaurante sobre esse assunto e ele disse que em questão de minutos o rio sobe bastante e de uma vez. E comentou que o melhor momento para entrar na água, ou até mesmo para ficar na beira do rio é quando o céu está aberto tanto na serra, como em Morretes. Dessa maneira, se você for à cidade, evite ficar muito próximo das margens do rio em dias nublado, eu evitaria.

A cidade tem diversos pontos com áreas próprias para banho. A primeira vez que tivemos uma experiência refrescante no rio,  foi em um lugar que fica no Bairro Porto de Cima e às margens da Rodovia Mario Marcondes Lobo. Infelizmente não me lembro se o local tem um nome, só sei que foi muito gostoso passar um tempinho por ali.

Rio Nhundiaquara em Morretes – Foto: Marcio Kubo
Espaço Ecológico João Mineiro

Outro lugar muito bacana para curtir o rio é no Espaço Ecológico João Mineiro. O Local fica às margens do Rio Nhundiaquara no bairro Porto de Cima na estrada do Itupava.

Ali, você pode alugar um quiosque para fazer um churrasco e passar parte do dia às margens do rio que tem uma paisagem linda. Além disso, o espaço tem estacionamento e sanitários. Eles cobram uma taxa para estacionar o carro e você pode usar a infraestrutura.

Nas margens do Rio Nhundiaquara tomando um solzinho de inverno – Foto: Marcio Kubo

Quando conhecemos o espaço ecológico João Mineiro, era época de frio e por isso não entramos na água. Mas, fiquei imaginando o verão por ali. Nós acampamos por lá, da última vez que fomos para Morretes. Na sequência do texto na parte sobre hospedagens, tem mais informações sobre o camping.

5) Visitar o Recanto Cascatinha

O recanto Cascatinha fica no bairro Marumbi de Morretes e é mais uma opção de lugar diferente para curtir um belo rio. É um lugar isolado, mas tem uma piscina natural maravilhosa de águas cristalinas.  Conhecemos o local fazendo um passeio de 4×4 pela área rural da cidade. Mas, ficamos pouquíssimo tempo por lá, principalmente porque era inverno. Gostaria de poder retornar e aproveitar melhor o lugar no verão.

Rio Marumbi em Morretes – Foto: Marcio Kubo

A estrutura do local é mínima: tem um banheiro que não estava nas melhores condições e uma pequena lanchonete. Eles cobram uma taxa de R$5,00 para passar o dia. O ideal é levar um lanche e aproveitar a beleza natural do lugar que é incrível.

Piscina Natural no Recanto Cascatinha – Foto: Marcio Kubo

6) Fazer um passeio 4×4

Adorei fazer esse passeio que passa pela área rural de Morretes. Foi possível conhecer outro ângulo da cidade. Durante o trajeto visitamos algumas propriedades rurais, como um alambique e um orquidário. Além disso, também visitamos o Recanto Cascatinha e contemplamos diversas belas paisagens.

Belo cenário durante o passeio 4×4 em Morretes – Foto: Marcio Kubo

O passeio durou em torno de duas horas e nós estávamos acompanhados por um guia que conhecia bem a região e demonstrou toda a sua paixão pela cidade em que vive e trabalha. Esse passeio nós também fizemos com a Calango Expedições.

Passeio 4×4 em Morretes – Foto: Marcio Kubo

Na visita ao orquidário ficamos impressionados com os baixos preços das orquídeas. Quem curte orquídea iria ficar louco com tantas plantas lindas. Nós que nem entendemos de orquídeas (só achamos lindas) já ficamos com vontade de trazer várias para casa, imagino quem gosta de cuidar delas. No fim, trouxemos apenas algumas de presente para minha mãe e sogra.

Orquídeas direto do produtor – Foto: Marcio Kubo

7) Fazer o famoso passeio de trem pela Serra do Mar

Já deu para perceber o quanto sou apaixonada pela Serra do Mar, não é mesmo? Quando desci a serra de trem realizei um sonho que tinha ao viajar para Morretes.

Este passeio tem sido considerado com uma das viagens de trem mais bonitas do mundo. Quando tive a oportunidade de fazê-lo fiquei simplesmente apaixonada pela região. Na verdade, esse foi meu primeiro contato mais próximo com a Serra do Mar.

A viagem de trem pela Serra do Mar é uma ótima maneira de curtir as belezas da mata atlântica, principalmente para quem não tem pré-disposição física ou vontade de se jogar em uma aventura mais selvagem. Outra vantagem é que é possível fazer o passeio com crianças e com pessoas com dificuldades de locomoção.

O passeio parte da Rodoferroviária de Curitiba e vai até Morretes. O trajeto pode levar de 3 horas a 4 horas. Durante o trajeto havia um guia em cada vagão do trem para contar os detalhes sobre a viagem.

ONDE COMER EM MORRETES

Como já estivemos algumas vezes na cidade,  almoçamos em alguns restaurantes. Compartilho com vocês algumas de nossas experiências:

Restaurante Empório do Largo

Restaurante_Morretes

Este restaurante, fica na rua principal com calçamento de pedras, e funciona em uma casa construída no ano de 1733, é uma das mais antigas de Morretes. A fachada do restaurante continua original e na época que tiramos essa foto, estava precisando de uma pintura. Na última vez que estivemos em Morretes a pintura havia sido renovada, mas não fizemos um novo registro. Por dentro, o ambiente é muito aconchegante e decorado com móveis e objetos antigos.

Chegamos cedo e conseguimos uma mesa na beira do rio, o que deixou nosso almoço ainda mais agradável. No local tem algumas redes também. Pensa se eu gostei? Tive que deitar um pouquinho, é claro!

Quando almoçamos neste restaurante fazia bastante tempo que tínhamos comido barreado. Então, estávamos com muita saudade! O almoço estava uma delícia, desde a entradinha que era uma batata sequinha e fininha com patê de alho, até o prato principal.

Restaurante Vila Morretes

O restaurante Vila Morretes é outro local com ambiente extramente aconchegante e que serve uma boa comida. Fica localizado na rua da Ponte Velha onde o fluxo de pessoas é um pouco menor. Nem por isso, o restaurante é menos frequentado. Na verdade, em muitas ocasiões há fila de espera para conseguir um mesa.

Por ali, também há mesas próximas às margens do rio, mas nós não conseguimos uma delas. Mesmo assim, tivemos uma experiência agradável no restaurante.

Restaurante O Celeiro

Uma sugestão para quem quer fugir um pouco do movimento no centro de Morretes e quer ter uma experiência culinária bem tranquila é procurar um restaurante que esteja localizado na área rural da cidade. Em nossa última viagem para lá, fomos almoçar em um lugar assim e adorei.

Mesmo sendo inverno, o dia em Morretes estava bem quente e nós só queríamos um lugar fresquinho e que tivesse menos movimento para conseguir uma mesa rapidamente. Fomos ao Restaurante O Celeiro.

Por lá, a paz reinava! A comida estava uma delícia e nós ainda tivemos o privilégio de ver bem de pertinho alguns macaquinhos que habitam a mata no entorno do restaurante.

ONDE DORMIR EM MORRETES

A cidade tem diversas opções de hospedagens, tanto na área mais central de Morretes como nas rurais. Algumas pousadinhas parecem ser bem aconchegantes e tenho muita vontade de ficar hospedada, mas os preços mais elevados acabam me fazendo desistir…hehe.

Dormimos apenas duas vezes na cidade de Morretes e nossa prioridade era ter um lugar para dormir e tomar um banho, já que passaríamos o dia todo fazendo algum passeio pela região. Por isso, procuramos alguma opção mais econômica.

Abaixo compartilho com você um pouco de nossas duas experiências, quando ficamos hospedados uma noite em uma pousada e quando optamos por um camping.

Pousada Casa Poletto

A Pousada Casa Poletto fica na área rural da cidade. Quem conhece a gente a um pouco mais de tempo, sabe que nossa preferência é ficar no sossego e o mais próximos possível à natureza.

Como íamos passar apenas uma noite, reservamos um quarto para três adultos e uma criança, pois estávamos viajando junto com a minha sogra. O quarto tinha o tamanho suficiente para uma cama de casal, uma de solteiro e um berço, televisão, frigobar, ventilador de teto, ar-condicionado, mesa de aparador e armário para bagagens. O quarto no geral era simples, mas bem funcional.

Pousada_Casa_Poleto_quarto

A limpeza do quarto e a qualidade das roupas de cama e banho eram ótimas. Pra vocês terem noção, as toalhas, tanto as de banho como as de uso na piscina vinham, dentro de saquinhos plásticos lacrados e eram de boa qualidade. Até os cobertores todos bem novinhos e limpinhos.

Pousada_Casa_Poleto
Área de lazer interna da pousada – Foto: Marcio Kubo

Antes de dormir, brincamos um pouquinho no salão de jogos que tinha mesa de ping-pong,  pebolim e bilhar. Me lembrei dos acampamentos que íamos quando éramos crianças e jogávamos ping-pong e pebolim até cansar.

Também relaxamos um tempinho na sala próxima à recepção, um espaço legal para socialização, ler um livro ou apenas descansar. É interessante, que todos os espaços são revestidos de tela de proteção contra insetos. Deve ter muitos pernilongos, né? Eu nem percebi a presença deles.

Pousada_Casa_Poleto_area
Área de convivência da pousada – Foto: Marcio Kubo

Depois de uma noite de sono reparador (o local é muito tranquilo, apenas com sons da natureza, demais!), acordamos e fomos tomar café da manhã. O café da manhã é servido em um espaço específico, todo telado também.

O ambiente é agradável, pois os raios de sol da manhã invadem o espaço, e mesmo com uma visão embaçada por causa da tela, você se vê em volta de várias palmeiras lindas. O café era simples, com poucas opções, mas suficiente para começar bem o dia: tinha opções de sucos, pães, bolo, geleias, frutas, iogurte, leite e claro café.

Após o café da manhã, ainda aproveitamos um pouquinho o tempo na pousada. O Léo foi o único com coragem para dar uns mergulhos  e se divertiu na pequena piscina, que não estava com a limpeza 100% (a água estava meio turva).

Pousada_Casa_Poleto-piscina

Além de receberem hóspedes, eles também produzem e vendem cachaças e licores. Mesmo que você não seja hóspede, é possível visitar o alambique e conhecer o processo de fabricação dos produtos. Se quiser também pode comprar algum deles na lojinha que fica na recepção.

Se você reservar sua hospedagem por meio deste link, estará ajudando o blog a continuar produzindo novos conteúdos, pois receberemos uma pequena comissão do Booking, que é nosso parceiro.

Para ver outras opções de hospedagens, use a caixinha do Booking abaixo:


Booking.com

Camping em Morretes

Em outra viagem que fizemos para Morretes, ficamos em um camping. Era um feriado prolongado e como nós decidimos ir em cima da hora, não conseguimos reservar uma pousada com um preço mais em conta e que parecesse ter uma qualidade bacana.

Espaço Ecológico João Mineiro

Nós acampamos no Espaço Ecológico João Mineiro que tem uma boa área para camping e fica localizado no bairro Porto de Cima. O local é muito tranquilo e cercado pela natureza. Claro que amei ficar por lá.

O que tem no camping:

  • Tem apenas um banheiro com ducha e pelo menos mais três sanitários. Esse é um ponto negativo, principalmente se você for pra lá na alta temporada. Nós não tivemos problemas com isso, porque apesar de ser um feriado, era baixa temporada, então o camping não estava lotado.
  • Tem uma cozinha comunitária com alguns itens para uso comum. Não chegamos a usar a cozinha, pois sempre ficávamos o dia todo fora e fazíamos nossas refeições em algum outro lugar.
  • Tem tomadas, torneiras e churrasqueiras.
Ampla área para camping – Foto: Marcio Kubo

Sobre a localização

O Espaço Ecológico João Mineiro fica no bairro Porto de Cima de Morretes. São aproximadamente 8 quilômetros do centro da cidade. Mas, ali no bairro tem lanchonetes, mercadinhos, padarias e outros serviços básicos.

Ao atravessar a rua, há um acesso para o rio Nhundiaquara – Foto: Marcio Kubo

Uma das coisas mais maravilhosas do local é que fica localizado em frente ao rio Nhundiaquara com acesso exclusivo para o pessoal que está acampando ou estacionando na área do camping.

Voltar à Morretes

Acho que deu pra perceber quantas opções interessantes tem para curtir em Morretes que vão muito além do Barreado, não é mesmo? Nós certamente voltaremos!

E você já foi à Morretes? Ficou em alguma pousada por lá? Recomenda algum restaurante que seja imperdível? Tem alguma atividade que sugere fazermos por lá? Compartilha com a gente deixando seu comentário e ajude-nos a conhecer e viver novas experiências pela cidade.

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Até a próxima!

Keila Kubo


Anexos:

Matraqueado: Morretes cidade histórica do Paraná  – No blog da Matraqueando você encontra ainda várias outras dicas, sendo que no final do post dela, tem os links.

Apure Guria: Trem Curitiba – Morretes – Antonina – Aqui, a guria tem até vídeo. Dá pra ter mais noção ainda de como é a cidade.

Conheci e Curti: Barreado em Morretes – O Di Xavier conta sobre uma outra rota pra chegar a Morretes: pela estrada da Graciosa de carro. Além disso, é interessante que almoçamos exatamente no mesmo restaurante que ele e ao ler o post, fiquei com água na boca e vontade de voltar lá pra comer novamente.

Agora sim, fim!

Keila Kubo

5 comentários em “Morretes: muito além do delicioso Barreado.

    1. Oii!!Por nada!! Eu que agradeço por seu relato que tanto nos ajuda a organizar os passeios. Semana passada, finalmente fizemos o passeio de trem e suas dicas nos ajudaram muito!! Abraço!

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