Morretes: uma cidade charmosa e repleta de delícias.

Quem acompanha o blog desde o seu início, sabe que estou devendo algumas postagens por aqui. Quando comecei a escrever estávamos planejando viajar para o litoral paranaense e compartilhei um pouco dos nossos planos, aqui. Essa viagem aconteceu, eu só não tinha conseguido escrever sobre ela ainda. Mas, agora vai…hehe.

Saímos de Londrina, em uma sexta-feira do mês de fevereiro, após o almoço, tomamos um café colonial na Colônia Witmarsum (se não leu sobre, clique aqui), e seguimos para Morretes, onde passamos a noite e almoçamos no outro dia.

Morretes
Foto: Keila Kubo

Morretes é uma pequena cidade histórica do Paraná e fica à 454 km de Londrina. É longe, eu sei! Mas, o legal é que é caminho para a melhor parte do litoral paranaense, que a meu ver, é a Ilha do Mel. Então, dá pra você passar por lá para almoçar ou reservar uns dias a mais e conhecer essa região.

Este post é exclusivamente para falar sobre a pousada e o restaurante que escolhemos. Se você está procurando dicas de onde comer e dormir, fique com a gente. Espero que ajude!

Pousada Casa Poletto

Chegamos na pousada aproximadamente às 21h, e tivemos um probleminha no check-in, que foi resolvido com eficiência pela funcionária que estava lá. Acontece que eu havia feito a reserva por e-mail e a pessoa responsável pela reserva online não repassou para os funcionários da pousada. Então, eles não sabiam que nós iríamos chegar. Mas, a funcionária rapidamente fez o check-in e nos levou até o nosso quarto. Não sei se eles resolveram o problema das reservas online, então uma dica é ligar na pousada e fazer ou confirmar a reserva por telefone.

Como íamos passar apenas uma noite, reservamos um quarto para três adultos e uma criança, pois estávamos viajando junto com a minha sogra. O quarto tinha o tamanho suficiente para uma cama de casal, uma de solteiro e um berço, televisão, frigobar, ventilador de teto, ar-condicionado, mesa de aparador e armário para bagagens. O quarto no geral era simples, mas bem funcional.

Pousada_Casa_Poleto_quarto

A limpeza do quarto  e a qualidade das roupas de cama e banho eram ótimas. Pra vocês terem noção, as toalhas, tanto as de banho como as de uso na piscina vinham, dentro de saquinhos plásticos lacrados, e eram de boa qualidade. Até os cobertores todos bem novinhos e limpinhos.

Pousada_Casa_Poleto
Quem será que ganhou essa partida?

Antes de dormir, brincamos um pouquinho no salão de jogos que tem mesa de ping-pong,  pebolim e bilhar. Me lembrei dos acampamentos que íamos quando éramos crianças e jogávamos ping-pong e pebolim até cansar. E também relaxamos um tempinho no salão que tem na recepção. É um espaço legal para socialização, ler um livro ou apenas descansar. É interessante, que todos os espaços são revestidos de tela de proteção contra insetos. Deve ter muitos pernilongos, né? Eu nem percebi a presença deles.

Pousada_Casa_Poleto_area

Depois de uma noite de sono reparador (o local é muito tranquilo, apenas com sons da natureza, demais!), acordamos e fomos tomar café da manhã. O café da manhã é servido em um espaço específico, todo telado também. É um ambiente agradável, pois os raios de sol da manhã invadem o espaço, e mesmo com uma visão embaçada por causa da tela, você se vê em volta de várias palmeiras lindas. O café era simples, mas gostoso e suficiente, pois tinha opções de sucos, pães, bolo, geleias, frutas, iogurte, leite e claro café.

 

 

Após o café da manhã, ainda aproveitamos um pouquinho o tempo na pousada. O Léo foi o único com coragem para dar uns mergulhos,  e se divertiu mesmo a piscina sendo pequena, e não estando com a limpeza 100% (a água estava meio turva). Como não estava um dia super quente ele não aguentou ficar muito tempo, já que a piscina não é aquecida. O local é bem arborizado, então fica um ambiente bem fresquinho e gostoso.

Pousada_Casa_Poleto-piscina

Além de receberem hóspedes, eles também produzem e vendem cachaças e licores. Tem uma lojinha na recepção. Não entendemos muito de cachaça, mas compramos um licor bem gostosinho. Dá pra experimentar e escolher o que você quer levar.

Em fevereiro de 2017 a diária para três adultos e uma criança custou 300,00. Achei um preço razoável devido a tudo o que a pousada proporciona e comparado a outras opções de Morretes.

*Consulte os preços atualizados diretamente com a propriedade.

Como chegar à Casa de Poleto?

A Pousada Casa Poletto fica a 2,4 km do centro de Morretes. Vindo de Curitiba pela PR-277, pegue a PR-408 em direção a Morretes, dirija em torno de 6 km e entre na estrada de terra à esquerda. Foi bem fácil de encontrar a pousada, pois havia placas e o google maps ajudou bastante também.

morretes

Centro de Morretes

Fizemos o check-out na pousada em torno de dez e meia da manhã e  fomos dar uma volta no centro de Morretes, que fica a 2,5 km da pousada. O Centro de Morretes é todo bonitinho e antigo.

Morretes_lojas
Na janela de um dos restaurantes da cidade, detalhes que deixam tudo ainda mais lindo.

Tem várias lojinhas que vendem artesanato, doces, bebidas artesanais e souvenirs. Compramos apenas umas bebidas, cerveja artesanal em uma cafeteria (Café da Vila) que tem também uma lojinha, e um licor de uma barraquinha de rua.

Lojas_Morretes

Depois de andar um pouco, fomos escolher um restaurante para almoçar. Não acho isso, uma tarefa fácil, pois, a cidade possuí vários restaurantes e todos servem o prato típico da região, que é o barreado. Para escolher, contei com ajuda do Tripadvisor, selecionei duas opções que eram bem avaliadas e depois verifiquei o preço, que foi o fator determinante. Escolhi o que estava com o preço mais acessível.

cervejas_artesanais
Cervejas artesanais no Café da Vila, local super estiloso.

Restaurante Empório do Largo.

Restaurante_Morretes

Este restaurante, fica na rua principal com calçamento de pedras, e está em uma casa construída no ano de 1733, é uma das mais antigas de Morretes. A fachada do restaurante continua original (com exceção da pintura, que na nossa visita, estava precisando de uma nova), mas por dentro ele é todo reformado e decorado com objetos antigos. Chegamos cedo e conseguimos uma mesa na beira do rio. É um ambiente muito agradável e aconchegante. E ainda tem rede, pensa se eu gostei? Tive que deitar um pouquinho é claro!

Nós queríamos comer o famoso barreado, prato típico do litoral paranaense. Já havíamos comido em outra visitas à Morretes, e a saudade era grande. Tem como pedir com e sem camarão. Eu queria comer só o barreado mesmo, então, nem pedi camarão. Mas, o marido quis, e disse que estava bom.

Estava tudo uma delícia. Desde a entradinha que tinha uma batata com um patê de alho, até o prato principal. Huuummm…

Sobre o Rio Nhundiaquara

Em todas as vezes que fui para Morretes, fiquei morrendo de vontade de entrar no rio Nhundiaquara, pois ele é lindo e com águas bem claras e limpas. Infelizmente, dessa vez também não deu (um dia, ainda vou fazer isso). Ao mesmo tempo, tenho um pouco de receio, pois todo verão escuto falar das enxurradas que acontecem na região.  A cidade fica no pé da Serra da Graciosa e quando chove lá em cima, o rio acaba subindo, mesmo que não tenha chovido em Morretes.

Rio_Nhundiaquara_Morretes
Locais contaram que quando há enxurradas o nível da água sobe rapidamente até grades de proteção que podemos ver na foto.

Durante o almoço conversamos com um dos garçons do restaurante sobre esse assunto e ele disse que em questão de minutos o rio sobe bastante e de uma vez. E comentou que o melhor momento para entrar na água, ou até mesmo para ficar na beira do rio é quando o céu está aberto tanto na serra, como em Morretes. Dessa maneira, se você for a Morretes, evite ficar na beira em dias nublados, eu evitaria.

Depois de almoçar e descansar um pouquinho, seguimos nossa viagem, em direção à Ilha do Mel. Mas, essa já é uma outra história que fica pro próximo post, que você pode ler aqui.

Você já foi à Morretes? Ficou em alguma pousada por lá? Recomenda algum restaurante que seja imperdível? Compartilha com a gente deixando seu comentário.

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Até a próxima!

Keila Kubo


Anexos:

Tem vários textos escritos a respeito de Morretes, isso porque a cidade é realmente muito visitada e além de comer muito bem e fazer comprinhas, a região tem muitas outras opções de passeios. Dá pra fazer trilhas, descer o rio de bóia cross, andar de caiaque, etc. Sem contar, o passeio de trem, que sai de Curitiba e desce a Serra da Graciosa, que deve ser maravilhoso. Então, é um lugar que dá pra ir com calma e aproveitar um pouco mais. Está na minha lista de desejos, passar mais dias por lá. Vou listar, algumas sugestões de leitura se você quiser se informar mais sobre Morretes e planejar a sua viagem:

Matraqueado: Morretes cidade histórica do Paraná.: No blog da Matraqueando você encontra ainda várias outras dicas, sendo que no final do post dela, tem os links.

Apure Guria: Trem Curitiba – Morretes – Antonina: Aqui, a guria tem até vídeo. Dá pra ter mais noção ainda de como é a cidade.

Conheci e Curti: Barreado em Morretes: O Di Xavier conta sobre uma outra rota pra chegar a Morretes: pela estrada da Graciosa de carro. Além disso, é interessante que almoçamos exatamente no mesmo restaurante que ele e ao ler o post, fiquei com água na boca e vontade de voltar lá pra comer novamente.

Agora sim, fim!

Keila Kubo

 

 

 

 

 

 

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